Livro (PDF): "Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente (UCG EBOOKS)"

Nesta entrevista, Ariella Aïsha Azoulay faz uma retrospectiva da carreira que iniciou em Israel como curadora e teórica da fotografia, repercorrendo os seus arquivos fotográficos, Acto de Estado e From Palestine to Israel, e livros, até ao mais recente Potential History.A autora recorda como no início da sua actividade se confrontou com o problema do papel da fotografia na normalização da violência exercida pelo regime israelense, o que a levou a problematizar a posição do espectador-cidadão e do fotógrafo-autor, e a pensar uma outra forma de estar na fotografia, em que fotografia e dimensão cívica são objeto de particular atenção. Em The Civil Contract of Photography (2008) e em Civil Imagination (2012), salienta como fotógrafo e retratados participam no mesmo mundo no qual ocorre a fotografia e para o qual o espectador é convidado, conferindo ao «acontecimento» fotográfico uma dimensão de «contrato civil». Isto mesmo já havia explorado no seu primeiro grande arquivo fotográfico, Acto de Estado. História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos, 1967-2007 (2007), e desenvolveu no segundo, From Palestine to Israel. A Photographic Record of Destruction (2011). No segundo arquivo explora-se a violência matricial de 1948, aquando da «Nakba» ou catástrofe da Palestina e «Independência» de Israel; o primeiro incide sobre a prossecução desta violência, agora a título de «Ocupação». Ensaiam-se histórias enraizadas no concreto do acontecimento fotográfico, procurando afastar os truísmos autorais, críticos, institucionais e perceptivos que acompanham a circulação de imagens e a normalização da violência. A um nível muito basilar esta violência exprime-se na atenção votada aos grupos subalternos, colonizados, despossuídos, a quem se «tirou» a fotografia. Questão sensível no caso de escravos e de refugiados, sendo patente o papel da fotografia na cristalização destas condições. É neste quadro que a autora comenta a acção de Tamara Lanier no sentido da restituição do daguerreótipo em que o seu avô é retratado como escravo, procurando libertá-lo dessa condição perante o espectador. Em Potential History. Unlearning Imperialism (2019) o quadro de análise alarga-se à sorte das comunidades e culturas africanas e americanas. Surge o imperativo de «desaprender» as disposições dos regimes Imperiais, com a sua propensão ao aniquilamento de identidades e culturas, através da sua institucionalização e substituição pelas mais diversas narrativas, a que há que contrapropor outras práticas curatoriais e histórias «potenciais».

Amostra Grátis do Livro para ler online

Quer receber um gostinho do que você encontrará no livro Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente (UCG EBOOKS) de forma gratuita? Disponibilizamos esse trecho para você desfrutar sem infringir os direitos autorais do autor ou da editora.

Versão em PDF

Clicando no botão abaixo você poderá baixar de forma gratuita, prática e rápida o resumo do livro Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente (UCG EBOOKS) para ler onde quiser. Esse é um documento liberado para compartilhamento, por isso, sinta-se à vontade para mandar para seus amigos!

O que os leitores dizem sobre este livro?

Quer saber a opinião dos nossos leitores sobre este livro e descobrir se é o livro ideal para você? Clique no botão abaixo e descubra o que andam falando sobre Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente (UCG EBOOKS)

Ver avaliações

Gostei, quero comprar para incentivar o autor do livro!

Leu todo o conteúdo disponibilizado e se interessou ainda mais pelo livro? Clique no botão abaixo, você será redirecionado para a plataforma da Amazon de forma segura, onde encontrará mais detalhes sobre Desaprender: Entrevista por Filipa Lowndes Vicente (UCG EBOOKS) e poderá aproveitar o melhor preço!

Vantagens de comprar um kindle da Amazon

Uma das grandes vantagens do Kindle são os valores pagos nos livros, que são consideravelmente mais baratos que suas versões físicas, a plataforma oferece ainda uma variedade de livros gratuitos.

Diferenças entre MOBI, PDF e ePUB

Mobi, ou Mobipocket, é um formato pertencente à Amazon, que permite ao leitor adicionar páginas em branco ou anotar nas próprias páginas de texto, oferecendo uma vasta gama de possibilidades de edição.

O formato foi construído para ser lido no dispositivo Kindle, da própria Amazon.

PDF, apesar de ser o mais conhecido, não é o formato mais adaptável para os leitores. Como um formato mais coringa, sua maior preocupação é o design da página, e não a legibilidade do texto em si, além de engessar o conteúdo, não permitindo edições.

Porém ainda é uma ótima opção para leituras de infográficos ou HQ ‘s, por exemplo, por conta da qualidade oferecida para imagens e o controle máximo de onde cada figura estará posicionada.

ePUB, Electronic Publication (Publicação Eletrônica), é um formato projetado para oferecer um conteúdo mais adaptável ao leitor, ou seja, a tela do texto é responsiva e se adapta de acordo com o tamanho da tela do dispositivo que está sendo utilizado para leitura.

Uma vantagem desse formato é poder dar zoom sem perder a qualidade e formatação das palavras.

Como funciona a assinatura do Kindle Unlimited

Kindle Unlimited é o serviço de assinatura da Amazon que oferece mais de um milhão de títulos literários. Sendo um assinante, você poderá “pegar emprestado” 10 títulos elegíveis do Kindle Unlimited de uma vez, sem data limite para retorno.

Não é necessário ter um aparelho Kindle para utilizar os serviços de assinatura da Amazon, uma alternativa de uso é instalar o Kindle Reading em um smartphone ou tablet de forma gratuita.